sexta-feira, 18 de julho de 2014

Ainda o negócio Garay





Ontem, o insuspeito José Marinho publicou na sua página de Facebook um post muito interessante sobre o negócio Garay que vinha ao encontro do que adiantáramos aqui em primeira mão há quase um mês, logo em cima do acontecimento: era totó quem pensava que o Benfica tinha feito um mau negócio com os russos.



Nesse post (que entretanto foi estranhamente removido) José Marinho começa por desabafar que uma coisa que o irrita na net é que a malta não sabe nada e vem para as redes sociais dizer que tem fontes, isto e aquilo. Não é o nosso caso – nós podemos não saber de nada, nem de jornalismo nem de futebol, mas temos acesso a uma fonte privilegiada (e involuntária, já agora!) que esteve na origem da criação deste blog. Achámos que era um desperdício irmos sabendo das coisas e não as partilharmos com o resto dos benfiquistas. Assumimos o Vermelho Directo como uma espécie de serviço público. Vivemos no enorme dilema de termos vontade de revelar a fonte para que se dê crédito ao que aqui vamos contando e, ao mesmo tempo, não o querermos fazer para não matarmos a galinha dos ovos de ouro. Acreditem, iriam rir-se se soubessem como é que a informação chega até nós. :)

Continuava Marinho, no tal post que estamos a citar de memória, que ele, como qualquer bom jornalista, não se pronunciou sobre o assunto Garay até ir às suas fontes e saber a verdade do negócio. Essa verdade tinha sido apurada pela sua investigação e era enfim partilhada com todos.

Marinho explicava que o Benfica tinha chegado a acordo com o Zenit para a transferência de Garay logo em Janeiro. tendo os russos ficado com a responsabilidade de pagar o salário de Garay entre Janeiro e Junho e ainda os prémios de vitórias que o Benfica tinha no contrato.

Segundo ele, aqui estavam 4 milhões de euros que deviam ser responsabilidade do Benfica e que deixaram de ser, juntando-se aos 2.4 milhões de euros oficialmente declarados, perfazendo já 6,4 milhões de euros para quem só tinha 40% do passe. Ainda somou os 4 milhões de encargos com o ano de contrato que faltava. Contas feitas, dava o mesmo que o Vermelho Directo adiantara há quase um mês: o negócio foi melhor para o Benfica do que se a cláusula tivesse sido accionada.

Marinho chamou a isto engenharia financeira criativa, descartou qualquer trafulhice feita ao Real e elogiou ainda o esforço que o Benfica fez para poder contar desportivamente com o jogador durante mais tempo. O post – que era de investigação e anunciava toda a verdade – era tão elogioso para Vieira, que alguém tratou de o remover tão cedo quanto possível.

Daqui, do Vermelho Directo, agradecemos ao José Marinho duas coisas: a partilha (ainda que temporária) dos pormenores do negócio e a confirmação de que ler o Vermelho Directo é saber de certas coisas com uma certa antecedência. :)